Por Gabriel Magalhães

A franquia Resident Evil que completa em 2017 21 anos já passou por muitas transformações ao longo de sua trajetória. O 7º jogo da saga principal é com certeza a maior investida da Capcom desde Resident Evil 4 e apresenta elementos que vieram para ficar.

O game conta a história de Ethan Winters, que após três anos sem notícias de sua esposa recebe um vídeo gravado por ela mesma informando que está na cidade (fictícia) de Dulvey/Louisiana, Estados Unidos. Winters então viaja de carro até o local onde encontra a isolada mansão da família Baker. Neste momento Ethan começa a perceber que há coisas muito estranhas acontecendo neste local e assim começa a luta pela sobrevivência de nosso novo protagonista.

Diferente dos jogos anteriores onde os protagonistas são pessoas muito bem treinadas e/ou pertencentes a unidades militares, Ethan é um homem comum que queria apenas encontrar sua esposa desaparecida. Por isso, golpes mirabolantes, chutes e esquivas “de mestre” não fazem parte desta aventura.

RE7 é um jogo em primeira pessoa que prioriza o stealth e a sobrevivência obrigando o jogador a se esconder e esperar a hora certa para dar o próximo passo. Os itens, diferente dos games anteriores, são escassos, assim como o espaço no inventário. Por isso, o tempo todo é necessário analisar o que vai com você e o que pode ser deixado para trás no baú.

A família Baker compõe os grandes vilões da história. Cada membro desta trupe de sociopatas faz referência a grandes vilões dos filmes de terror ocidentais, principalmente pela constante perseguição do protagonista e atitudes sádicas. A mansão segue o mesmo estilo, sendo um lugar sem vida, em decadência e de aspecto claustrofóbico. O constante barulho de passos, portas batendo e movimentos estranhos pela casa passam a sensação de constante perseguição, levando o jogador a ficar em alerta o tempo todo.

Como dito acima, o título prioriza o stealth e a sobrevivência, por isso, em muitos momentos será necessário tomar decisões, como atirar ou sair correndo, ficar parado ou se esconder em outro lugar, por exemplo. Também é necessário ir e voltar diversas vezes em busca de itens para fechar os puzzles e prestar a atenção em cada detalhe do ambiente para não perder nada importante.

A jogabilidade funciona muito bem e todos os movimentos de Ethan são rápidos. Com um pouco de prática é possível bloquear todos os golpes simples recebidos e também se esquivar dos inimigos (principalmente por não correrem).

A ambientação é sombria como sinais de decadência e sujeira. A cor apática de RE7 ajuda a manter o clima depressivo e de suspense ao mesmo tempo, do começo ao fim. Os gráficos são bonitos e a modelagem dos rostos dos personagens chamam bastante a atenção. Já a atuação de dublagem é de primeira, com elenco competente e como o game dá grande destaque aos diálogos em muitos momentos a voz dos personagens dá mais medo que o próprio jogo.

Com RE7: Biohazard a Capcom faz sua segunda maior incisão em sua franquia de terror desde o quarto título da série. O sétimo capítulo é uma retomada as origens e também a abertura para novas possibilidades dentro da saga que há mais de 20 anos acompanhamos. RE7 é um Survival Horror de raiz que veio num momento onde o gênero está carente de jogos que o represente.


Nota: 9

Comentários no Facebook