Confesso a vocês que estava com receios em ir ver o filme por causa das críticas. Como fã que sou eu não estava pronto para me decepcionar. Mas que bom que todos tem opiniões diferentes das coisas nessa vida e as vezes somos surpreendidos positivamente. Assassins Creed nos faz sentir isso.

O filme foi escrito por Michael Lesslie, Adam Cooper e Bill Collage e dirigido por Justin Kurzel.

O filme traz um enredo direto e bem estruturado assim como nos jogos e livros.

Call Lynch é o personagem principal, e revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Interpretado por Michael Fassbender (Magneto em XMEN Apocalypse) seu personagem é frio e com grandes tristezas ocasionadas no passado.

A ação também é contínua com cenas de luta estonteantes para os fãs dos videogames dentro e fora do Animus.

O bom e velho parkour também se encontra presente, e é claro, há muitas partes com assassinatos e lâminas  entrando nos pescoços templários que  lembram muito o jogo.

O filme entrega a premissa básica da série de jogos: a guerra de ideologia entre os dois lados da moeda – Os Templários versus os Assassinos.

Além de aprofundar um pouco também na maçã do Éden, artefato que tem o poder de dominar o livre arbítrio das pessoas.

Marion Cotillard faz o papel de Sophia Rikkin, a jovem doutora que comanda a pesquisa do Animus (máquina usada para reviver as memórias) para seu pai, e sente em algumas partes do filme não estar fazendo a coisa certa quando recruta Call e mente para ele para que este consiga sincronizar as memórias, ela é uma personagem que poderia ter sido mais bem trabalhada inclusive por que fica claro em alguns momentos em que sua personalidade muda de uma hora para outra talvez para tapar buracos no enredo.

ALERTA DE (ALGUNS) SPOILERS

As deusas não são retratadas tão a fundo no filme mas até alguém que não conhece o universo entenderá o pano de fundo e a eterna briga entre Assassinos e Templários: a maça do Éden criada por elas.

A trama é tão complexa que parece que não pode ser tão explicada em um só filme deixando a entender que haverá uma continuação.

 

Alguns pontos negativos notados no longa foram a pressa para se desenvolver algo que faça sentido no curto período do filme. Por exemplo: As origens da maça não são explicadas a fundo.

E talvez só quem já jogou os jogos entenda o contexto ali em que ela se insere.

Isso porém não impede quem está se ambientando com o filme de entender que esse é um artefato muito cobiçado e precisa ser protegido das pessoas erradas.

O final também deixou a desejar com uma série de acontecimentos que levam ao ódio da doutora Marion por Call de uma hora para outra (literalmente).

Talvez fosse interessante se pensar se o filme poderia ser dividido em 2 partes para não se perder tanto. Ficou algo como se os roteiristas tivessem pensado que ‘tinha que acontecer desse jeito pra encerrar o filme naquele momento’.

Mas de forma geral é uma adaptação boa e fiel aos games. Sem dúvidas uma das melhores já feitas e, como fã eu aprovo.

Obrigado também a Espaço Z comunicação e a FOX pelo convite de pré estréia.

 

 

Não deixe de assistir.

 

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