Antes de tudo preciso dizer que há tempos eu não sou tão desafiado assim em um game indie.

Furi, apesar de parecer simples com seus gráficos cel shading que lembram muito Zelda Wind Waker passa bem longe disso: o game é desafiante do começo ao fim e uma grata surpresa aos fãs.

Lançado como um indie no PS4/PC o game conta a história de  um samurai bem maneiro que começa o jogo aparentemente aprisionado. De repente uma figura estranha aparece e o instiga a matar o carcereiro e então fugir.

De acordo com a produtora The Game Bakers, Furi é um título no qual há uma razão para lutar. O game vai dando pistas disso ao longo da jornada ao lado do protagonista, explicando o motivo de ele estar onde está e as razões que fazem com que ele siga lutando nesse mundo.

A proposta por trás da história de Furi é diferente: a história não enrola. Não existem obstáculos intermediários, apenas você contra um chefão em cada fase sem se preocupar com inimigos menores. E assim vai até zerar o jogo.

A jogabilidade de “Furi” se concentra na terceira pessoa.

O protagonista é super ágil e habilidoso com espadas e armas de fogo. É preciso decorar padrões até que se consiga entender os chefes, mas com um pouco de prática já é possível se sentir capaz de vencer cada um dos inimigos do game. O primeiro chefe é mais um ‘tutorial’ e nas fases consecutivas não existem dicas. Então prepare-se mentalmente para morrer algumas vezes pois a dificuldade padrão é muito difícil (e ainda tem uma pior que se abre depois de zerar a 1ª vez).

Felizmente, Furi tem uma curva de aprendizado muito amigável. O nível de dificuldade de cada chefão é crescente e cada um possui uma forma diferente de combater.

Prós

  • Gráficos lindos que lembram Samurai Afro e Zelda Wind Waker e transmitem emoção e a raiva do protagonista;
  • Trilha sonora de primeira;
  • Controles fáceis e intuitivos.

Contras

  • Não existe um modo história aprofundado;
  • Dificuldade acima da média que pode desanimar jogadores inexperientes.

Nota: 7.0

 

 

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